sexta-feira, 5 de junho de 2026

Garanhuns, 05 de junho de 1980, houve uma explosão!

             Explosão das barracas no dia de Corpus Christi

Vereador Audálio Ramos Machado, Pecuarista Clóvis Monteiro, Delegado Romildo Moreira, Capitão Jesus (PMPE), Jaime Pinheiro, Governador Marco Maciel, Secretário Estadual Dr. José Tinoco, Prefeito Ivo TAmaral e o Sr. Manoel Pereira. Fonte: Acervo de Audálio Ramos M. Filho

Na quinta-feira, 5 de junho de 1980, dia de Corpus Christi, o comércio de Garanhuns se preparava para iniciar um dia típico, pois ainda não era feriado no município. Logo no início da manhã uma grande explosão sacudiu a Av. Santo Antônio, eixo principal do comércio local, o estrondo foi ouvido em quase toda a cidade.

Uma barraca de fogos, instalada em frente ao Banco do Brasil, acima do Largo do Colunata, explodiu, levando a uma reação em cadeia pois havia outra barraca ao lado. A tragédia causou forte destruição em prédios comerciais e bancários situados nas imediações. Especialmente a loja Veneza Americana (de Silvio Apolinário) e o Banco do Brasil, foram bastante danificados. 

                            Fonte: Blog do Roberto Almeida

A primeira barraca pertencia a Protásio  Gomes Azevedo (Tarzinho), a segunda pertencia a José Alves  da Silva  Filho (Zé Barroso). O efeito da explosão causou danos em um raio de quase seiscentos metros. Mas o mais lamentável foi a morte de quatro pessoas, além dos trinta e oito feridos, removidos para o Hospital Regional Dom Moura.

Fonte: Blog do Carlos Eugênio

O então prefeito Ivo Tinô do Amaral acionou autoridades estaduais, o 71º BI do Exército, havendo o deslocamento de bombeiros de Caruaru. A unidade da 4ª Cia da PMPE aqui sediada, comandada pelo Capitão Jesus providenciou o isolamento da área afetada para evitar saques e garantir a ação de resgate das vítimas. No início da tarde chegou a Garanhuns o Governador Marco Antônio Maciel, acompanhado de vários secretários de governo, entre eles Dr. José Tinoco Machado de Albuquerque e Dr. Djalma Oliveira.

Ex-prefeito Amílcar Valença, Governador Marco Maciel, Sec. de saúde Djalma Oliveira, Vereador Audálio Ramos Machado e pecuarista Clóvis Monteiro.
Fonte: Acervo de Audálio Ramos M. Filho

Vereadores, funcionários municipais, Celpe e vários outros órgãos, acorreram ao local do fatídico acidente para colaborarem. A Rádio Difusora prestou relevante serviço de comunicação acalmando a população em geral, diante de boatos espalhados. 

Fonte: Blog do Edney 

Pessoas que subiam a rua D. José imaginaram ser o "fim do mundo", como muitos relataram. Episódios de maridos que se confessaram às suas esposas e perdões mútuos se multiplicaram, até que a calmaria chegou e se percebeu que a grande explosão tinha sido restrita ao centro comercial.

O Diário de Pernambuco informou que o prejuízo causado pela destruição foi calculado em mais de 35 milhões de cruzeiros. Havendo destruição parcial também nas agências da Caixa Econômica Federal, Bradesco e em torno de vinte lojas, bem como o prédio onde funcionava a Associação Comercial e a Câmara Municipal. O chefe da Delegacia Regional da Polícia Civil, Bel. Romildo Alves Moreira, chegou a cogitar, aos jornalistas enviados pelo DP que poderia ter sido um ato terrorista, o que foi descartado com a confirmação do curto circuito na 1ª barraca explodida.


                                        Fonte: Instagram do Diário de Pernambuco

Referências:

https://www.blogdocarloseugenio.com.br/num-dia-de-corpus-christi-ha-46-anos-explosao-de-barracas-de-fogos-marcava-uma-das-maiores-tragedias-em-garanhuns/

https://robertoalmeidacsc.blogspot.com/2013/06/o-dia-em-que-garanhuns-explodiu.html

https://www.blogdoedney.com.br/2019/06/ha-39-anos-o-dia-que-garanhuns-explodiu.html




sexta-feira, 1 de agosto de 2025

IHGCG PROMOVERÁ PALESTRAS DO CICLO "HISTÓRIAS DE GARANHUNS"

      
FOTO: DIA DA VITÓRIA EM GARANHUNS - 8/5/1945 - DOMÍNIO PÚBLICO

 
           Tendo como referências acontecimentos marcantes na história do Município, o Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns - IHGCG, promoverá neste segundo semestre, palestras proferidas por sócios, visando revisitar com a pesquisa historiográfica e memorial, fatos que repercutiram e habitam o imaginário dos garanhuenses, ou são desconhecidos pelas gerações mais jovens. Ainda em setembro, o sócio-fundador e pesquisador Maxwell Bento irá explanar sobre uma data específica: o dia 08 de maio de 1945. 

            O tema da palestra será: "80 anos do Dia da Vitória: Memórias dos Pracinhas de Garanhuns". Evocando o feliz dia do fim da segunda guerra mundial e a efusiva comemoração em Garanhuns, talvez uma das mais expressivas no Nordeste brasileiro. A partir de pesquisa em jornais e documentos da época, Maxwell Bento chegou a personagens icônicos presentes naquele ato: os Pracinhas, brasileiros que foram à Itália lutar pela libertação do mundo democrático. 

             Será revelado que ainda temos cidadãos que estavam naquela festa pela conclusão do fatídico conflito entre os Aliados e o Eixo. Inclusive soldados da Força Expedicionária Brasileira. Recentemente Maxwell apresentou sua pesquisa em evento da Câmara Municipal e tem tido contato com militares do 71ºBI, unidade do Exército Brasileito em Garanhuns, sucedâneo do 21º BC, unidade aqui localizada e que foi uma das fornecedoras de soldados (pracinhas) para representarem o Brasil nos campos de batalha europeus, notadamente Montese e Montecassino na Itália.

         FOTO: MAXWELL BENTO AO LADO DA VICE-PRESIDENTE DO IHGCG IVONETE XAVIER

             Com o tema "A Explosão das Barracas de Fogos: 45 anos da Tragédia que Abalou Garanhuns", o Professor José Claúdio Gonçalves, também sócio fundador do IHGCG e seu primeiro presidente, irá discorrer sobre o dia 05 de junho de 1980, quando o Largo do Colunata, próximo ao Marco Zero de Garanhuns, foi fortemente abalado por uma explosão, deixando vítimas e grande prejuízo à infraestrutura pública e das lojas vizinhas. 





















VISITA DO GOVERNADOR MARCO MACIEL E AUTORIDADES CIVIS E MILITARES AO LOCAL DA EXPLOSÃO (ACERVO DO IHGCG)

     
       
             Prof. Cláudio, conhecido por suas pesquisas instigantes e importantes, como sobre a Hecatombe de 1917, mergulhou em documentos, jornais da época, relatórios e conseguiu entrevistar vários personagens que participaram direta ou indiretamente do acontecimento. Montando o quebra-cabeça das versões e mitos, ele apresentará de maneira inédita, informações com base histórica que fornecerão material para estudantes e pesquisadores da história contemporânea da "Terra de Simoa Gomes. 

         Esta palestra será em outubro. Para todas as duas haverá divulgação ampla, para que todos os interessados possam participar. Ressaltando que serão abertas ao público, de forma gratuita. O IHGCG sempre busca oferecer temas de repercussão, e que contribuam para formação cultural do bicentenário município agrestino, a "Suiça Pernmabucana", cantada por Onildo Almeida e Luiz Gonzaga.

FOTO: PROFESSOR JOSÉ CLÁUDIO GONÇALVES






domingo, 1 de junho de 2025

EXPOSIÇÃO "LUÍS JARDIM, MESTRE DO TRAÇO E DA PROSA", O RESGATE DA OBRA JARDINIANA

A partir dessa segunda-feira, 02 de junho, Garanhuns recebe a Exposição "Luís Jardim, Mestre do Traço e da Prosa", realização do Instituto Histórico Geográfico e Cultural de Garanhuns - IHGCG, através da RIHPE-Rede de Institutos Históricos de Pernambuco, IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,do Ministério da Cultura. Conta com o apoio da UFAPE / Casa UFAPE e GRE - Gerência de Educação do Agreste Meridional da SEDUC-PE. A mostra sobre a obra e vida do escritor garanhuense será na CASA UFAPE - na rua Pe. Agobar Valença, 65 - Heliópolis, bem pertinho do Relógio de Flores e da GRE-Agreste Meridional. De 2 a 11 de junho, das 9 às 16 horas. Com apresentações culturais todos os dias, e a presença de monitores de Libras nas apresentações. No dia 6/6 às 10h haverá um momento de visita do IPHAN, MInC, RIHPE, GRE e outras entidades e autoridades; para o registro do importante evento realizado pelo IHGCG.
A advogada garanhuense, Maria Clara Machado registrou em sua rede social sua expectativa com a mostra sobre Luís Jardim: "Luís Jardim é um grande escritor e artista do nosso País e nasceu aqui em Garanhuns. Venceu prêmios nacionais e além de escrever seus livros, era também ilustrador - ilustrou capas para Guimarães Rosa e Raquel de Queirós, por exemplo. Ele não é valorizado como merece, na nossa cultura municipal. Mas o Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns, com o apoio do IPHAN e Ministério da Cultura, vai promover essa exposição sobre esse filho da nossa terra!!! Vamos prestigiar 😻😻"

sexta-feira, 16 de maio de 2025

'FORTALECER CULTURAL" ACONTECERÁ EM GARANHUNS

"FORTALECER CULTURAL"

    O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizará a segunda etapa  do projeto Fortalecer CulturalO seminário reunirá representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para debater a valorização do nosso patrimônio cultural e fazer a escuta desse importante segmento social.


    Também são objetivos do encontro, a implementação de políticas culturais nos Municípios. O presidente da RIHPE, Harlan Gadelha informa que "o Projeto é uma comunhão de esforços do Ministério Público do Estado de Pernambuco(MPPE) - Núcleo do Patrimônio Cultural, do Ministério da Cultura(MinC), da Secretaria Estadual de Cultura(Secult-PE), da Rede de Institutos Históricos de Pernambuco(RIHPE), do Iphan, e da Fundarpe. 


    Visando a abrangência do Agreste Meridional, o FORTALECER CULTURAL - etapa Garanhuns, acontecerá no dia 23 de maio (sexta-feira), das 8h às 16h00, na Promotoria de Justiça de Garanhuns, na Rua Joaquim Távora, 393 - Heliópolis.


    O Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns - IHGCG participou da etapa em Vitória do Santo Antão, e agora colabora na divulgação desse importante debate sobre a cultura no município e na região, como explicou o presidente do IHGCG, Audálio Ramos Filho. 


    As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link abaixo.


https://forms.gle/Mcapoxjd7qKRTB4L9


A programação será a seguinte:




quinta-feira, 24 de abril de 2025

Francisco: O Papa amigo.

 

                            Francisco: O Papa amigo

    A Igreja do século XVI já não era a mesma da Idade Média. O catolicismo passou a dividir espaço com outras religiões, e, na Europa, crescia o número de pessoas indiferentes à religião e ao transcendental. O Papa passou a falar ao mundo — de modo especial aos católicos — que, cabe ressaltar, não o escutam de maneira unânime. É diante dessa realidade que, em 2013, o mundo conhece o novo Papa da Igreja Católica: latino-americano, argentino. Em sua primeira fala, ele brinca: “Parece que os cardeais foram buscar o novo pontífice no fim do mundo.” Quanto ao nome, escolhe “Francisco”.
    É interessante escrever sobre o Papa Francisco. Tenho a leve impressão de que o conheço, como um amigo que, tantas vezes, trouxe a muitos o sonho de uma nova esperança. A morte de Francisco é um tempo oportuno para revisitar suas contribuições a esta sociedade tão carente de amor, paz, tolerância e fé. As palavras carregam um peso simbólico, e o nome, por sua vez, traz uma identidade. Cada escolha não é despretensiosa.
    São Francisco de Assis, santo da Igreja Católica do século XIII, teve sua experiência com Cristo iniciada no encontro com um leproso. O beijo que Francisco deu naquele homem chagado mexeu profundamente com suas concepções. Ele, que sentia repulsa, viu-se agora beijando um leproso. Sua vida então tomou outro rumo: o Poverello de Assis assumiu a tarefa de viver um novo modelo de Igreja, mais próximo daquele proposto por Cristo.
    No dia 13 de março de 2013, o cardeal Bergoglio foi eleito Papa. Ao nomear-se “Francisco”, fez referência explícita ao exemplo que guiaria seu pontificado. Como portar-se diante dos escândalos financeiros, da pedofilia, do carreirismo e de tantas outras chagas que ferem a Igreja? O Papa posicionou-se com firmeza na busca da justiça. Reforçava que, na Igreja, não existem “promoções”. Entender a vida cristã dessa maneira é um erro crasso, que afeta as comunidades e promove disputas por poder.
    O Papa Francisco, para além de sua notável capacidade de diálogo, possuía uma sensibilidade única. Destaco a maneira como nos convida a olhar para as outras religiões: não como inimigas, mas como caminhos distintos para se chegar a Deus. Gosto dessa ponderação. É como escrevia o grande teólogo Karl Rahner: são os “cristãos anônimos”. Existem sementes do Verbo, como recordava o Concílio Vaticano II a partir das concepções de Justino Mártir.
    Em sua sabedoria, Francisco foi o Papa dos novos tempos. Deu atenção às causas urgentes, convidou o mundo a refletir sobre a imigração, as guerras, os embargos econômicos. Questionou aquilo que definiu como “a globalização da indiferença”. Apresentou um novo caminho para a educação por meio de um Pacto Educativo Global, centrando o processo na dignidade da pessoa humana e formando homens para o diálogo — atitude tão necessária nestes tempos.

    Na Evangelii Gaudium, Francisco propôs uma renovação pastoral na Igreja, para que estivesse “em saída”, ancorada na alegria do encontro com Cristo. Reforçou a opção preferencial pelos pobres e não teve medo de afirmar que o modelo econômico vigente mata, pois promove a exclusão e a desigualdade social. Sua máxima era a humanização, frente à desumanização e à valorização da cultura do descarte. 
    Na Laudato Si (“Louvado Sejas”) e Fratelli Tutti (“Todos Irmãos”), Francisco honrou o Pobrezinho de Assis, trazendo à humanidade a urgência do cuidado com a casa comum. Assim, retomou um conceito já presente em São Francisco: a ecologia integral — a compreensão de que “tudo está interligado”, reconhecendo que não se pode defender o meio ambiente sem cuidar do ser humano, especialmente dos pobres.
    O Papa Francisco sempre teve a sutileza de reforçar que todos nós participamos de uma fraternidade universal: irmãos e irmãs, com o dom da diferença. Dialogou com todos, acolheu sempre. As chamadas “minorias abraâmicas”, já descritas por Dom Hélder Câmara, tiveram espaço durante seu pontificado. Enquanto muitos cristãos segregam as pessoas LGBTQIAPN+, o Papa perguntava: “Quem sou eu para julgar?” Nosso querido Francisco é tão humano que, sem medo de errar, digo: há algo de divino nisso.
O mundo está um pouco mais triste, porque nos deixa um Papa humano, amigo, corajoso. Este é Francisco.
 

Por Marcos Moisés da Silva Duca
Graduado em História pela Universidade de Pernambuco Campus Garanhuns. Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/UPE), com atuação voltada à formação docente e ao ensino de História. É sócio efetivo do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns. Desenvolve pesquisas nas áreas de História das Religiões e Teologia, com ênfase nas relações entre religiosidade, cultura e poder.                                               


segunda-feira, 14 de abril de 2025

DIRETORIA DO IHGCG VISITA D. AGNALDO TEMÓTEO, BISPO DE GARANHUNS

 

BISPO DE  GARANHUNS RECEBE DIRETORIA DO  INSTITUTO HISTÓRICO

    Recentemente, o Senhor Bispo de Garanhuns, Dom Agnaldo Temóteo da Silveira, que iniciou seu episcopado na centenária Diocese de Garanhunhs em agosto de 2024, recebeu na Cúria Diocesana, a Diretoria do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns- IHGCG.

    Na ocasião, o Presidente da entidade, Audálio Ramos Machado Filho; a Vice-presidente, Ivonete Batista Xavier, e o Diretor Administrativo, Maxwell da Silva Bento, apresentaram ao Bispo católico às boas vindas da instituição que representa a preservação da memória da "Terra de Simoa Gomes", guardiã do patrimônio histórico e geográfico.

    Oportunamente os representantes do IHGCG presentearam D. Agnaldo com um exemplar do livro "História de Garanhuns", de Alfredo Leite Cavalcante; bem como das publicações do Instituto: "Pingos de Garanhuns", de Arlinda da Mota Valença; e da Revista Ruber - nº 01. Falaram das atividades do Instituto Histórico e Geográfico, da sua parceria com instituições como a própria Diocese de Garanhuns, e dos projetos e iniciativas vindouras.

    O Presidente do IHGCG comunicou a D. Agnaldo que existe solicitação ao Governo do Estado para que se configurem ações como publicações de livros e a inserção de Garanhuns na área de preservação da cultura material e imaterial.

    A vice-presidente Ivonete Xavier convidou o Bispo de Garanhuns para participar de uma das reuniões do IHGCG, e proferir palestra, em data a ser agendada com ele. Maxwell Bento concluiu falando sobre o símbolos do Município, e da pesquisa que o Instituto tem feito para definir melhor a origem do nome de Garanhuns.

       D

D. AGNALDO, BISPO DE GARANHUNS E A DIRETORIA DO IHGCG